Flibanserina: que medicamento é este?
As mulheres iniciaram os testes tendo duas a três relações sexuais prazerosas por mês.
Será que médicos realmente descobriram uma pílula que aumenta a libido das mulheres?
Agora, a FDA seguiu as recomendações de um comité consultivo de peritos que voltou em junho a recomendar a comercialização do medicamento. As mulheres que tomaram Flibanserin relataram, em média, 4,4 encontros sexuais satisfatórios por mês, contra 3,7 das que tomaram um placebo (medicamento ministrado com fins sugestivos). Um painel de especialistas recomendou aos reguladores americanos a aprovação do flibanserin, a primeira droga para estimular a libido feminina, desde que medidas adicionais sejam tomadas para garantir a segurança da medicação. A FDA (em inglês), agência que regula o setor de remédios e alimentos nos Estados Unidos, já havia rejeitado esse medicamento duas vezes, alegando que sua eficácia foi muito modesta em comparação ao placebo. Embora a agência não quando tomar viagra seja obrigada a seguir os conselhos do painel, costuma fazê-lo com frequência.
Flibanserin é o mesmo que Viagra?
Agora, a comissão de especialistas votou, por 18 a 6, a favor da entrada do “viagra feminino”, do laboratório americano Sprout Pharmaceuticals, no mercado. Entre as preocupações dos que votaram contra, estão as interações negativas com o álcool, os riscos de desmaio, sonolência, pressão baixa, enjoos e a ausência de dados sobre os efeitos do uso do medicamento em longo prazo. A maioria afirmou, porém, que a aprovação do flibanserin dará pela primeira vez uma alternativa às mulheres com baixo interesse sexual. Eles ressaltam que, além de se especificar as contraindicações na bula, é necessário orientar os médicos e continuar os estudos, mesmo após a comercialização. A recomendação favorável ao flibanserin acontece após meses de pressão do fabricante desse tratamento, destinado a mulheres que não chegaram à menopausa, mas apresentam baixo desejo sexual.
Viagra feminino chega ao mercado em setembro
O caso provocou polêmica, e grupos feministas lançaram abaixo-assinados pela aprovação do medicamento. Em um deles, o grupo Even The Score acusou a FDA de sexismo por ter rejeitado o flibanserin duas vezes, enquanto o Viagra já era vendido desde 1998 para tratar a disfunção sexual masculina. Em 2010, a FDA rejeitou uma primeira solicitação. Logo depois, o flibanserin foi vendido por seu desenvolvedor inicial, o laboratório alemão Boehringer Ingelheim, para o Sprout Pharmaceuticals. Após levar em consideração várias deficiências apontadas pela FDA, o Sprout apresentou uma nova fórmula em 2013, novamente rejeitada. Algumas mulheres chegaram a ter de seis a oito relações sexuais prazerosas a mais por mês, disse a CEO da Sprout, Cindy Whitehead, em entrevista, por telefone.
| Produto | Dosagem | Quantidade + Bónus | Preço | |
|---|---|---|---|---|
| Viagra Oral Jelly | 100mg | 90 + 8 saquetas | 258.02€ 245.73€ | |
| Viagra Genérico | 200mg | 10 comprimidos | 40.96€ 39.01€ | |
| Viagra Professional | 100mg | 10 comprimidos | 44.09€ 41.99€ | |
| Viagra Genérico | 25mg | 20 comprimidos | 37.74€ 35.94€ | |
| Viagra Genérico | 100mg | 180 + 8 comprimidos | 199.37€ 189.88€ | |
| Viagra Original | 100mg | 8 comprimidos | 59.84€ 56.99€ | |
| Viagra Super Active | 100mg | 10 comprimidos | 28.76€ 27.39€ | |
| Viagra Super Active | 100mg | 60 + 8 comprimidos | 116.84€ 111.28€ | |
| Viagra Genérico | 150mg | 90 + 6 comprimidos | 147.18€ 140.17€ | |
| Viagra Professional | 100mg | 360 + 6 comprimidos | 527.09€ 501.99€ | |
| Viagra Genérico | 25mg | 120 + 6 comprimidos | 125.56€ 119.58€ |
A FDA tinha rejeitado o remédio em 2013 por seu efeito modesto e, por isso, enfrentou a reação de alguns médicos e pesquisadores, que afirmaram que a agência estava sendo sexista.
Como tomar
Esta pílula tem de ser tomada com alguma regularidade, ao contrário dos fármacos criados para os homens, que podem ser tomados antes do viagra 100 mg preco ato sexual. Mas existem contraindicações: o consumo de álcool, por exemplo, pode levar à quebra de consciência. Os médicos que receitem este medicamento terão de receber formação porque as especificidades são muitas. Este novo processo mereceu por duas vezes a reprovação da agência norte-americana do medicamento. Addyi, o viagra feminino: os pacientes deverão assinar um formulário no qual reconhecem os riscos, como desmaios e sonolência extrema (REUTERS/ Sprout Pharmaceuticals) Publicado em 19 de agosto de 2015 às 19h36.
7. Ginkgo biloba
A primeira pílula para baixa libido em mulheres sairá à venda nos EUA. Os órgãos reguladores do país decidiram que, apesar do benefício modesto e dos sérios efeitos colaterais, a droga é válida como forma de solucionar uma disfunção que não conta com nenhum outro tratamento aprovado. A Administração de Alimentos e Medicamentos dos EUA (FDA, na sigla em inglês) disse na última terça-feira que os médicos precisarão fazer um curso de treinamento para obter a certificação necessária para receitar o Addyi, da Sprout Pharmaceuticals Inc., que estará disponível já em 17 de outubro. E os pacientes deverão assinar um formulário no qual reconhecem os riscos, como desmaios e sonolência extrema. Essas precauções se aplicam a um remédio que mostrou, nos testes clínicos, que só provoca uma leve melhoria no desejo sexual das pacientes. Os fármacos para tratar disfunção sexual masculina se tornaram onipresentes desde que o Viagra, da Pfizer Inc., foi aprovado, em 1998.
- A educação sexual e o conhecimento do próprio corpo são fundamentais para melhorar a experiência sexual feminina, sem recorrer a fármacos.
- Muitas mulheres confundem falta de desejo com falta de excitação, que podem ser abordadas com diferentes estratégias.
- A masturbação e a exploração de fantasias sexuais são formas seguras de aumentar a libido e a autoconfiança sexual.
- O uso de lubrificantes à base de água ou silicone pode resolver problemas de secura vaginal que afetam o prazer e o desejo.
- Em Portugal, existem linhas de apoio e consultas de sexologia no SNS que oferecem aconselhamento gratuito e confidencial.
O Viagra gerou US$ 1,69 bilhão em vendas no ano passado.
4. Qual foi o resultado dos primeiros testes?
Isso significa que a Sprout, que é uma empresa de capital fechado, terá que convencer os médicos a receitarem o Addyi e os planos de saúde a cobrirem o medicamento, que precisa ser tomado diariamente e custará em torno de US$ 350 a US$ 400 por mês sem a cobertura do seguro. A Sprout espera que os planos de saúde coloquem o fármaco nos níveis 2 ou 3 de seus formulários, com um copagamento (valor pago pelo paciente) de US$ 30 a US$ 75. “Com qualquer tipo de medicamento você sempre tem que equilibrar o benefício e o risco”, disse Holly Thacker, diretora do Cleveland Clinic Center for Specialized Women’s Health. Eles não implicam risco de morte e não estão fora da norma das medicações em classes similares”, tais como os neurotransmissores para transtornos como a depressão. Nos testes clínicos, as mulheres que tomaram o Addyi registraram um aumento médio de mais 0,5 a 1 relação sexual prazerosa por mês em comparação com as que tomaram placebo. Diferente do Viagra, que ajuda os homens que querem ter relações sexuais a terem uma ereção por meio do aumento do fluxo sanguíneo no pênis, o Addyi foi desenvolvido para alterar a química cerebral das mulheres para que elas considerem o sexo mais desejável.
| Fármaco | Contraindicação absoluta | Precaução especial | Interação grave conhecida |
|---|---|---|---|
| Flibanserina | Insuficiência hepática moderada a grave | Consumo de álcool deve ser evitado | Inibidores do CYP3A4 (cetoconazol) |
| Bremelanotida | Hipertensão não controlada | Risco de escurecimento da pele com uso prolongado | Naltrexona (reduz eficácia) |
| Testosterona | Cancro da mama ou do endométrio | Monitorização hepática e lipídica regular | Anticoagulantes orais |
O medicamento atua sobre neurotransmissores como a dopamina e a norepinefrina, que são usados pelo cérebro para transmitir informações e podem afetar o humor.
Quem não deve usar
Na época, a agência americana alegou que a reduzida diferença de eficácia do flibanserin com o placebo não justificava os riscos implícitos no consumo do medicamento. Nessa terceira tentativa, o Sprout Pharmaceuticals apresentou novos dados, incluindo um estudo que mostra que esse remédio não afeta a capacidade das mulheres para dirigir um automóvel, por exemplo. Segundo documentos disponíveis na página da FDA na Internet sobre um teste clínico, as mulheres que tomaram flibanserin relataram ter tido, em média, 4,4 experiências sexuais satisfatórias em um mês, contra 3,7 no grupo que consumiu o placebo. Antes do início do estudo, essa média era de 2,7. Segundo vários estudos médicos, pelo menos 40% das mulheres apresentariam diferentes graus de hipoatividade sexual.
6. Ginseng
As propriedades afrodisíacas da molécula de flibanserin foram descobertas acidentalmente ao ser testada como antidepressivo. O mesmo aconteceu com o Viagra (masculino), que estava destinado a ser um medicamento para combater a hipertensão. A psicóloga Leonore Tiefer, da Universidade de Nova York e membro do Comitê de Consultas da FDA em 2010, explicou, naquele momento, que uma pílula desse tipo corria o risco de decepcionar um grande número de mulheres. Para ela, a complexidade emocional da sexualidade feminina e os problemas derivados dessa condição não têm, com frequência, causas médicas. Vários grandes laboratórios então interessados em desenvolver o “viagra feminino” abandonaram suas pesquisas, como o americano Pfizer, que desistiu dos testes clínicos em 2004.
5. Maca peruana
Nesse ano, um comitê de consulta da FDA recomendou a rejeição de um adesivo de pele com testosterona para mulheres, da Procter and Gamble. Em 2011, um gel de testosterona para mulheres de BioSante também fracassou nos testes. Existem diferenças entre o azul e o rosa. Os comprimidos estimulantes para eles ajudam à ereção. Para elas, trata-se de estimular o desejo. O Addyi, também chamado de flibanserina, está aprovado para mulheres diagnosticadas com uma condição chamada transtorno do desejo sexual hipoativo, que é a baixa libido que causa estresse.
| Medicamento | Apresentação | Preço mensal aproximado | Comparticipação do SNS |
|---|---|---|---|
| Addyi | 30 comprimidos de 100 mg | 120-150 € | Não comparticipado |
| Vyleesi | 4 canetas injetoras pré-cheias | 180-220 € | Não comparticipado |
| Intrinsa | 28 pensos transdérmicos | 45-65 € | Comparticipado a 37% |
Whitehead disse que os médicos poderão obter a certificação para receitar o remédio assistindo um vídeo on-line.
- A indústria farmacêutica tem investido no desenvolvimento de novos fármacos para a disfunção sexual feminina, mas muitos falham nos ensaios clínicos.
- O mercado do "viagra feminino" é controverso, com críticas de que medicaliza a sexualidade feminina de forma desnecessária.
- Associações de defesa dos consumidores alertam para o marketing agressivo de produtos sem eficácia comprovada, especialmente online.
- Em Portugal, o Infarmed regula rigorosamente a publicidade de medicamentos e suplementos, mas produtos importados podem escapar ao controlo.
- A prescrição de qualquer fármaco para o desejo sexual deve ser feita por um médico após avaliação completa, incluindo análises hormonais.
Em junho, os conselheiros da FDA recomendaram, por 18 votos a 6, que a FDA aprovasse o fármaco.
5. Existem efeitos colaterais?
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4. Tribulus terrestris
Página actualizada com alterações da revisão periódica de 3 anos. Para mais informação, leia a nossa política editorial O Dr. Daniel supervisiona todos os assuntos clínicos no Treated. Como chefe clínico, apoia o resto da nossa equipa para garantir que tudo o que estamos a fazer é seguro e coloca os pacientes em primeiro lugar. Passa também muito tempo a dar consultas aos pacientes em primeira mão, permitindo-lhe perceber como está tudo a funcionar e o que podemos melhorar.
1. Flibanserin
Para mais informação, leia a nossa política editorial A agência que regulamenta alimentos e medicamentos nos Estados Unidos, a Food and Drugs Administration (FDA), aprovou, esta terça-feira, um medicamento conhecido como o "viagra feminino". O medicamento flibanserin tem o objetivo de tratar a falta de desejo sexual nas mulheres. O "viagra feminino" é o primeiro medicamento destinado a aumentar a libido da mulher. A comissão da Administração de Medicamentos e Alimentos (FDA) debateu por várias vezes a viabilização do fármaco. Duas tentativas anteriores (em 2010 e 2013) fracassaram depois de os especialistas terem considerado que os resultados sobre a efetividade do medicamento não eram convincentes. Apesar de terem dito que o efeito do comprimido não é tão forte quanto eles gostariam, os conselheiros afirmaram que votaram a favor de colocar o primeiro medicamento para o desejo sexual feminino no mercado e aumentar o nível de conscientização com o objetivo de levar melhores tratamentos às prateleiras das farmácias no futuro.
